O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira (22), em Brasília, que o Brasil corre o risco de enfrentar um processo de “mexicanização” caso não amplie as ações de combate ao crime organizado, especialmente nas regiões de fronteira.
A declaração foi feita durante o evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reuniu lideranças políticas para discutir propostas e desafios para o desenvolvimento do país.
Ao abordar a segurança pública, Caiado demonstrou preocupação com o avanço das organizações criminosas e com a possibilidade de infiltração dessas estruturas na economia formal e nas instituições brasileiras.
“As pessoas falam que o Brasil vai virar uma Venezuela. Estão enganados. O Brasil, se continuar assim, vai passar por uma mexicanização, onde a economia formal será invadida pelo crime”, afirmou o pré-candidato.
Segundo Caiado, a expansão das atividades criminosas e os mecanismos de lavagem de dinheiro representam uma ameaça à integridade das instituições e ao ambiente econômico do país. Ele também alertou para o risco de que pessoas ligadas ou alinhadas a interesses criminosos possam ocupar espaços de influência política e institucional.
O ex-governador defendeu o fortalecimento das ações de fiscalização nas fronteiras e uma atuação mais firme do Estado no enfrentamento ao crime organizado, tema que tem ganhado destaque no debate entre os presidenciáveis para as eleições de 2026.
O encontro promovido pela CNI contou ainda com a participação de outros nomes cotados para a disputa presidencial, como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado para o evento, mas não compareceu em razão de compromissos oficiais no Rio de Janeiro.
A série de encontros promovida pela CNI busca apresentar aos pré-candidatos as principais demandas do setor industrial e estimular o debate sobre temas considerados estratégicos para o futuro do país, entre eles segurança pública, desenvolvimento econômico e competitividade.




