O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (22) que poderá reconsiderar o apoio norte-americano a países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) caso a aliança continue demonstrando resistência em apoiar ações lideradas por Washington.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval, em Washington, em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e alguns parceiros da OTAN após a recente operação militar conduzida por forças norte-americanas e israelenses contra o Irã.
Trump demonstrou insatisfação com a postura de aliados da organização, argumentando que os Estados Unidos assumem grande parte dos custos relacionados à defesa coletiva sem receber o mesmo nível de cooperação quando necessário.
“Gastamos todo esse dinheiro. E então, quando talvez precisemos receber ajuda em questões pequenas, eles dizem que não, que preferem não nos ajudar”, declarou o presidente.
O líder norte-americano também sugeriu que Washington pode adotar uma postura semelhante em futuras demandas de apoio apresentadas pelos aliados. “Nós podemos dizer a mesma coisa a eles, se quisermos, e talvez façamos isso”, acrescentou.
As declarações reforçam o clima de incerteza sobre o grau de comprometimento entre os integrantes da aliança militar, especialmente em temas relacionados à segurança internacional e ao compartilhamento de responsabilidades.
Apesar das divergências, Trump confirmou presença na próxima cúpula da OTAN, prevista para ocorrer no próximo mês, em Ancara, na Turquia.
Atualmente, a OTAN reúne 31 países e tem como principal princípio a defesa coletiva entre seus membros. Criada em 1949, a organização estabelece que um ataque contra um dos integrantes deve ser considerado uma agressão contra todos os países da aliança. O debate sobre investimentos em defesa e participação dos aliados nas operações militares continua sendo um dos temas centrais nas discussões do bloco.




