Caiado diz que Lula seria vaiado na Marcha para Jesus e defende união da centro-direita para 2026

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta quinta-feira (4), durante participação na Marcha para Jesus, que a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no evento demonstra uma suposta incompatibilidade com o público presente.

Segundo Caiado, caso comparecesse à celebração, Lula enfrentaria forte rejeição dos participantes.

“O que atesta a ausência dele aqui é a incompatibilidade com o povo. Se viesse hoje, seria duramente vaiado”, declarou.

Mais cedo, o presidente justificou sua ausência afirmando que preferiu não participar para evitar interpretações de uso político de um evento religioso.

A Marcha para Jesus, realizada durante o feriado de Corpus Christi, reuniu milhares de fiéis e contou com a presença de diversas autoridades e lideranças políticas, entre elas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Durante a entrevista, Caiado também criticou a gestão federal e afirmou que o governo estaria utilizando a estrutura pública com objetivos eleitorais.

“Está usando todas as peças do governo federal para tentar reverter o resultado das eleições, usando todo o populismo e todos os artifícios”, afirmou.

Questionado sobre a articulação da oposição para as eleições presidenciais de 2026, o ex-governador de Goiás destacou a importância da união entre os nomes da centro-direita e confirmou que mantém diálogo com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Segundo Caiado, o principal objetivo é construir uma candidatura competitiva capaz de chegar ao segundo turno e disputar a Presidência da República.

“Meus entendimentos com o Zema têm sido conversados. O importante é estarmos unidos para chegar ao segundo turno com um candidato que vença o Lula”, declarou.

O pré-candidato também defendeu que eventuais divergências ou questionamentos envolvendo nomes da oposição sejam resolvidos antes da definição da disputa eleitoral, evitando divisões que possam comprometer a unidade do grupo político.

A movimentação reforça o cenário de articulações que começam a ganhar força a pouco mais de quatro meses do início oficial da campanha eleitoral de 2026, período em que partidos e lideranças intensificam negociações e alianças visando a sucessão presidencial.

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