Ação marca os 20 anos da Lei Maria da Penha e chama atenção para a prevenção da violência contra mulheres e meninas
Um dos principais símbolos do Brasil ganhou uma iluminação especial em defesa da vida das mulheres. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi iluminado de laranja como parte do 2º Ato da Campanha Judiciário pelo Fim do Feminicídio.
A iniciativa é promovida pela Comissão Executiva do XVIII Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A escolha da cor laranja acompanha o símbolo internacional de mobilização pelo fim da violência contra mulheres e meninas.
A ação também ganha significado especial em 2026, ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos.
Um alerta que vai além da iluminação
Mais do que uma ação simbólica, a campanha busca ampliar a conscientização da sociedade sobre os sinais e fatores de risco que podem anteceder casos de feminicídio.
A proposta é tornar essas informações mais acessíveis à população e contribuir para que situações de violência sejam identificadas antes de chegarem a consequências ainda mais graves.
Os números ajudam a dimensionar o desafio.
Segundo dados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, entre janeiro e julho deste ano tramitavam na Justiça estadual 7.383 processos relacionados a casos de feminicídio, entre tentativas e crimes consumados.
Lei Maria da Penha completa 20 anos
Sancionada em 2006, a Lei Maria da Penha se consolidou como um dos principais instrumentos legais brasileiros de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Ao destacar as duas décadas da legislação, a campanha também chama atenção para os avanços alcançados e para os desafios que permanecem na proteção das mulheres.
A desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, classificou a Lei Maria da Penha como “um divisor de águas” para as brasileiras.
Para a magistrada, os 20 anos da legislação representam um avanço decisivo na defesa dos direitos de mulheres e meninas, resultado de uma longa trajetória de luta por igualdade e justiça.
Ao iluminar de laranja um dos monumentos brasileiros mais conhecidos no mundo, a campanha transforma o Cristo Redentor em uma grande mensagem de conscientização: combater o feminicídio exige informação, prevenção, atuação das instituições e participação de toda a sociedade.




