Foto de Divulgação TSE
Um levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral revela uma mudança importante no perfil do eleitorado brasileiro: a chamada Geração Prateada, formada por pessoas com 60 anos ou mais, cresce em ritmo acelerado e ganha peso estratégico nas eleições.
Entre 2010 e 2026, o número total de eleitores aumentou 15%. Já o público 60+ avançou 74% no mesmo período, saltando de 20,8 milhões para 36,2 milhões. Hoje, esse grupo já representa cerca de um em cada quatro eleitores do país.
Peso decisivo nas urnas
De acordo com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, esse crescimento torna o eleitorado mais velho um fator relevante, especialmente em disputas acirradas. Em cenários de forte polarização, como o observado nas últimas eleições, essa parcela pode funcionar como fiel da balança.
Além disso, a tendência é de aumento contínuo, acompanhando o envelhecimento da população brasileira.
Participação e comportamento
Outro dado relevante é a redução da abstenção entre os eleitores mais velhos. Enquanto a ausência nas urnas caiu entre pessoas com mais de 60 anos nas últimas eleições, o índice geral de abstenção no país apresentou crescimento.
Mesmo entre os maiores de 70 anos — para quem o voto é facultativo — houve aumento na participação, indicando maior engajamento político desse público.
Mais candidatos 60+
O avanço da Geração Prateada também se reflete no número de candidaturas. Nas eleições mais recentes, mais de 70 mil brasileiros com 60 anos ou mais disputaram cargos públicos, representando 15% do total — o maior número da série histórica.
Novo cenário eleitoral
O crescimento desse eleitorado, aliado ao aumento da longevidade, aponta para um cenário em que campanhas e estratégias políticas precisarão considerar cada vez mais as demandas, interesses e o comportamento dos eleitores mais experientes.
Na prática, a Geração Prateada deixa de ser apenas um grupo relevante e passa a ocupar um papel central nas decisões eleitorais do país.





