Lula inclui defesa nacional no discurso eleitoral e cita cenário internacional de tensões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende incluir o tema da defesa nacional em seu próximo programa de governo eleitoral. A declaração foi feita durante cerimônia de lançamento e batismo da Fragata “Cunha Moreira”, em Itajaí (SC), em um discurso marcado por referências ao cenário geopolítico global e à necessidade de fortalecimento das Forças Armadas.

Segundo Lula, o contexto internacional exige maior atenção do Brasil à área de defesa. Ele mencionou o que classificou como um ambiente global instável e afirmou que “há muito maluco no mundo”, ao defender que o país esteja preparado diante de possíveis riscos externos.

Durante o evento, o presidente citou episódios recentes envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, incluindo declarações sobre a Groenlândia e o canal do Panamá, além de mencionar o avanço e a manutenção de programas nucleares por diferentes países. Entre eles, citou Estados Unidos, Rússia, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte, ao reforçar sua preocupação com a ampliação de arsenais no cenário global.

Lula afirmou ainda que, no passado, participou de debates constitucionais sobre a não proliferação de armas nucleares e disse observar um mundo mais complexo do ponto de vista militar e estratégico. “Eu não quero guerra. Mas também não quero ser pego de surpresa”, declarou.

O discurso ocorre em meio a um ambiente de atenção às políticas de segurança e defesa, especialmente após discussões internacionais envolvendo a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas por autoridades estrangeiras. Entre os grupos mencionados nesse contexto estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.

Ao comentar o tema, Lula sugeriu que decisões externas podem gerar impactos diplomáticos e serem interpretadas como sinais de possível ampliação de pressões internacionais sobre países da região, citando ainda exemplos de tensões na América do Sul.

A fala integra uma agenda em que o governo busca reforçar a pauta de soberania e capacidade de resposta do Estado brasileiro em temas de defesa, tecnologia militar e presença estratégica no cenário internacional.

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