GDF fortalece rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência no DF

O enfrentamento à violência contra a mulher no Distrito Federal tem ganhado reforço com a ampliação dos Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher (Nuiams), coordenados pela Polícia Civil do Distrito Federal em parceria com o Governo do Distrito Federal. Os espaços oferecem acolhimento humanizado, orientação jurídica e apoio psicossocial às vítimas de violência doméstica e de gênero.

Nesta semana, mulheres atendidas pelo Nuiam de Vicente Pires participaram de um encontro realizado na 38ª Delegacia de Polícia. A programação contou com palestras, rodas de conversa e orientações sobre direitos, medidas protetivas e acesso à rede de apoio disponível no DF. A iniciativa também proporcionou um ambiente de troca de experiências entre mulheres que passaram por situações semelhantes.

Segundo a delegada responsável pelo núcleo de Vicente Pires, Núbia Araújo Santos, o acolhimento vai além do registro da ocorrência policial. “Quando essas mulheres compartilham suas histórias, elas percebem que não estão sozinhas e acabam encontrando força umas nas outras”, destacou.

Os Nuiams realizam busca ativa de vítimas atendidas em delegacias da região, como Estrutural e Taguatinga, oferecendo acompanhamento especializado após a denúncia. Caso a mulher aceite o suporte, são feitos encaminhamentos para atendimento psicológico e jurídico.

Atualmente, o Distrito Federal conta com seis núcleos especializados, além de uma sala de acolhimento em Sobradinho. Apenas em 2025, mais de 2,5 mil atendimentos foram realizados. Já em 2026, o número ultrapassa mil mulheres acolhidas, entre registros de ocorrência, encaminhamentos e atendimentos psicossociais.

A delegada Karen Langkammer, da Diretoria Integrada de Atendimento à Mulher, ressaltou que os espaços foram planejados para garantir privacidade e atendimento especializado às vítimas. Segundo ela, houve crescimento de 130% no número de mulheres acolhidas entre 2024 e 2025, reflexo da ampliação da rede de proteção no DF.

“Essas mulheres muitas vezes enfrentam dependência emocional, financeira e medo. O mais importante é mostrar que existe apoio e que elas não precisam enfrentar isso sozinhas”, afirmou a delegada.

As unidades contam com salas adaptadas e equipes preparadas para oferecer um atendimento mais acolhedor, evitando a revitimização das mulheres durante o processo de denúncia e acompanhamento.

Uma das mulheres atendidas pelo núcleo, que preferiu não se identificar, contou que o suporte recebido foi decisivo para seguir em frente após denunciar o agressor. “O acolhimento faz toda a diferença. A gente chega sem chão, mas encontra profissionais preparados para ajudar”, relatou.

Outra participante destacou a importância da agilidade no atendimento após romper um relacionamento abusivo. “Hoje existe uma estrutura mais rápida e eficiente. O apoio psicológico e jurídico nos dá mais segurança para recomeçar”, afirmou.

Atualmente, os Núcleos Integrados de Atendimento à Mulher funcionam nas seguintes unidades do DF:

  • Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I, na Asa Sul
  • Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II, em Ceilândia
  • 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá
  • 11ª Delegacia de Polícia, no Núcleo Bandeirante
  • 29ª Delegacia de Polícia, no Riacho Fundo
  • 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires

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