A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, oficializou nesta quinta-feira (25) a posse das novas conselheiras do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM/DF), que atuarão durante o biênio 2026-2028. A cerimônia foi realizada no Palácio do Buriti e marcou o início de um novo ciclo do colegiado, responsável por acompanhar e fortalecer as políticas públicas voltadas à promoção e à defesa dos direitos das mulheres.
Com composição paritária, o conselho reúne representantes do Governo do Distrito Federal e da sociedade civil. Ao todo, são 26 conselheiras titulares, acompanhadas por igual número de suplentes, garantindo a participação conjunta do poder público e de organizações sociais na formulação e fiscalização de ações voltadas ao público feminino.
Durante a solenidade, Celina Leão ressaltou que a nova composição amplia a diversidade de representação, incluindo mulheres quilombolas, indígenas e integrantes da comunidade LGBTQIA+, com o objetivo de assegurar que diferentes realidades e demandas estejam presentes nas discussões do colegiado.
A governadora também destacou a importância de políticas públicas fundamentadas em dados. Nesse contexto, citou a pesquisa “Panorama da Violência contra a Mulher no Distrito Federal”, elaborada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística, que reuniu informações em diversos pontos do DF e ouviu, inclusive, condenados por feminicídio. Segundo ela, os resultados reforçam que o enfrentamento à violência exige tanto a continuidade de programas de proteção quanto iniciativas voltadas à autonomia econômica das mulheres.
A secretária interina da Mulher, Jackeline Aguiar, afirmou que o conselho desempenha papel estratégico ao aproximar governo e sociedade civil na construção de políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades da população feminina.
Criado em 1998, o Conselho dos Direitos da Mulher é composto por 13 representantes do poder público e 13 da sociedade civil, além dos respectivos suplentes, totalizando 52 integrantes nesta gestão. As representantes da sociedade civil foram escolhidas por meio de processo seletivo que contou com a participação de 47 organizações e contempla segmentos como mulheres negras, indígenas, ciganas, idosas, com deficiência e LGBTQIA+. A atuação das conselheiras é voluntária e não remunerada.




