Acordo de mais de R$ 6 bilhões entre União e GDF busca fortalecer BRB após crise financeira

A União e o Governo do Distrito Federal formalizaram no Supremo Tribunal Federal (STF) um acordo superior a R$ 6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília (BRB), após a instituição enfrentar uma crise de liquidez provocada pela tentativa frustrada de aquisição do Banco Master.

O entendimento foi celebrado após negociações conduzidas no âmbito do STF e representa uma das maiores operações de apoio financeiro já articuladas envolvendo o banco público distrital. O objetivo é garantir estabilidade financeira ao BRB e preservar sua capacidade de atuação na economia do Distrito Federal.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, classificou o acordo como um marco importante para o DF e destacou que o momento simboliza uma nova fase para a instituição financeira.

“Essa é uma virada de página para o Governo do Distrito Federal e para toda a população do DF”, afirmou.

Segundo Celina Leão, o BRB segue sendo um dos principais instrumentos econômicos da capital federal e desempenha um papel estratégico para o desenvolvimento regional.

“O BRB é um banco sólido, estruturante para a economia do Distrito Federal e da região. Ele cumpre um papel social muito importante para o DF”, declarou. Para a governadora, mesmo diante do cenário de instabilidade, o banco conseguiu manter suas operações e agora sai fortalecido do episódio.

O processo que resultou no acordo teve início após o Governo do Distrito Federal ingressar no STF solicitando apoio da União para viabilizar uma solução financeira para o banco. A primeira audiência de conciliação ocorreu na última terça-feira (26), quando foram definidos os termos do entendimento posteriormente oficializado entre as partes.

A proposta prevê a concessão de um empréstimo ao GDF com recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A operação contará com garantias oferecidas por um sindicato formado por bancos públicos e privados.

Pelo modelo acertado, caso o Governo do Distrito Federal não consiga cumprir os pagamentos do empréstimo, a contragarantia será feita por meio de recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.

De acordo com informações divulgadas pelo GDF, o financiamento terá prazo de até 15 anos para pagamento, além de dois anos de carência. Com isso, os pagamentos começarão somente a partir de 2028.

Nos bastidores políticos e econômicos, o acordo é visto como uma tentativa de preservar a credibilidade do BRB e evitar impactos mais amplos no sistema financeiro regional. A expectativa do governo distrital é de que, com a reestruturação financeira, o banco consiga recuperar estabilidade e manter sua atuação como agente de desenvolvimento econômico e social no Distrito Federal.

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