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Mulheres avançam profissões consideradas masculinas

Os números são alarmantes, mas o preconceito é ainda maior. Muitas profissões consideradas “masculinas” ainda não aceitam de bom grado a entrada das mulheres, principalmente quando elas estão em posições de liderança. Cargos de SEO e diretoria de empresas são dificilmente ocupados por presenças femininas e, quando há uma mulher dando as ordens, comentários desagradáveis entre os homens são bem comuns.

De acordo com dados do estudo “Estatística de gênero: indicadores sociais das mulheres do Brasil”, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mulheres trabalham, em média, três horas a mais por semana que homens. Apesar dos desafios diários, as mulheres, aos poucos, vem conquistando mais espaço no mercado de trabalho e provam que são qualificadas para assumir qualquer cargo e profissão que desejam.

Palavra de especialista
“As mulheres entraram no mercado de trabalho a partir da década de 1950, com todas as forças,
mas paulatinamente. Ainda temos desigualdades salariais, mesmo quando as mulheres desempenham o mesmo cargo dos homens, por exemplo. Mas, aos poucos, a ocupação dos cargos majoritariamente masculinos vem ocorrendo, por uma demanda social e de mercado, e porque as mulheres decidiram que é isso que querem. No entanto, é necessário ressaltar as dificuldades para as mulheres conciliarem as triplas jornadas de trabalho, como mães, cuidadores e profissionais. E, claro, tem o estigma social, das pessoas falando: você não pode ser caminhoneira, não pode ser isso ou aquilo. A mulher precisa comprovar a sua competência todos os dias. Além do desafio de gênero, se soma a isso o preconceito racial. O homem branco receberá um determinado salário, que será menor para a mulher branca e menor ainda para a mulher negra. Por isso, a equidade de gênero é uma demanda urgente. E isso só será alcançado com investimento em políticas públicas, conscientização e abordagem desses temas desde o primário, nas salas de aula. Vale destacar o quanto as mulheres são aguerridas, porque mesmo com esses desafios, elas conseguem transformar suas realidades”.
Tânia Fontenele, professora da Universidade de Brasília (UnB), autora do livro Trabalho de Mulher

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