O Museu do Catetinho passa a oferecer ao público uma nova forma de vivenciar cultura e história. A partir deste sábado (25), o espaço inaugura a exibição do curta-metragem Água de Beber em realidade virtual, ampliando o circuito cultural com uma proposta imersiva e sensorial.
A experiência, que ficará disponível até setembro, utiliza tecnologia de realidade virtual para transportar o visitante a uma narrativa que une música, memória e patrimônio. Com duração de oito minutos, o filme recria o universo de inspiração da canção consagrada de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, tendo como ponto de partida a fonte localizada no próprio Catetinho — elemento simbólico do espaço histórico.
Dirigido por Filipe Gontijo e Henrique Siqueira, o curta propõe uma conexão entre passado e presente por meio de uma experiência sensorial que valoriza não apenas a obra musical, mas também o contexto cultural e arquitetônico do local. Para viabilizar o acesso, seis óculos de realidade virtual foram instalados em pontos estratégicos do museu, permitindo que os visitantes mergulhem na narrativa durante a visita.
A iniciativa foi viabilizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, mecanismo essencial para o incentivo à produção cultural na capital. O investimento público, nesse caso, possibilita não apenas a realização da obra audiovisual, mas também a incorporação de novas tecnologias ao ambiente museológico, tornando a experiência mais acessível e atrativa.
Além de inovar na forma de apresentar conteúdo cultural, a ação reforça o papel dos equipamentos públicos como espaços vivos, capazes de dialogar com diferentes gerações. Ao integrar tecnologia e patrimônio histórico, o projeto contribui para ampliar o interesse do público e fortalecer a relação com a cultura local.
A proposta também evidencia como políticas públicas bem estruturadas podem impulsionar iniciativas que valorizam a identidade cultural e democratizam o acesso à arte, consolidando o Distrito Federal como um polo de inovação no setor cultural.





