Goiás lança política “Goiás Todo Rosa” e amplia rede de prevenção ao câncer de mama no SUS

O Governo de Goiás lançou, na última quinta-feira (18), a Política Estadual Goiás Todo Rosa durante a 5ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite. A iniciativa formaliza a adesão dos municípios goianos e reforça a estratégia estadual de ampliação da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama em todas as regiões do estado.

Criada em 2023, a política colocou Goiás como pioneiro no país ao ofertar exames genéticos para identificação de riscos de câncer de mama e ovário por meio do SUS. Agora, com apoio do Instituto Natura e suporte técnico do Instituto Protea, o programa passa a ser ampliado e institucionalizado como uma linha de cuidado integrada, que vai da Atenção Primária aos serviços especializados.

O secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, destacou que o estado se tornou referência nacional ao incorporar evidências científicas à gestão pública em saúde. “Estamos estruturando uma rede integrada, que começa na Atenção Primária e garante diagnóstico precoce, tratamento oportuno e acompanhamento qualificado”, afirmou. Ele também ressaltou a importância da adesão dos municípios para garantir alcance estadual da política.

Entre as diretrizes do Goiás Todo Rosa estão o fortalecimento da Atenção Primária, ampliação do acesso a mamografias, capacitação contínua de profissionais da saúde, campanhas de conscientização e monitoramento de indicadores assistenciais, com foco na redução da mortalidade por câncer de mama.

A subsecretária de Políticas e Ações em Saúde da SES-GO, Amanda Melo, afirmou que a iniciativa contribui para ampliar o acesso e reduzir desigualdades no atendimento. Já Maria Slemenson, do Instituto Natura Brasil, destacou o potencial da experiência goiana como referência nacional, lembrando que o câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres no Brasil, apesar das altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente.

Desde a implementação, o programa já realizou 911 exames genéticos até maio de 2026, com 113 casos apresentando alterações associadas ao risco de câncer de mama e ovário. Os exames são iniciados na Atenção Primária e analisados no Centro de Genética Humana da Universidade Federal de Goiás (UFG), permitindo acompanhamento individualizado dentro da rede do SUS.

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