O curta-metragem goiano Casca de Ferida foi selecionado para a mostra temática Subiu na Construção Como Se Fosse Máquina, que integra a 49ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, promovido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O evento será realizado entre os dias 20 e 26 de agosto, em formato híbrido, reunindo produções de diferentes regiões do país.
Reconhecido como um dos festivais mais tradicionais do audiovisual brasileiro, o Guarnicê consolidou-se como uma importante vitrine para o cinema nacional. Em 2024, a seleção oficial reúne 103 filmes de 24 estados, reforçando seu papel na difusão da diversidade cultural e na valorização de novas produções.
Dirigido por Kellen Casara e roteirizado em parceria com Rodrigo Celestino Rocha — autor do conto que inspira a obra —, Casca de Ferida parte de uma narrativa literária já premiada para construir uma reflexão sensível e contundente sobre questões sociais estruturais no Brasil. O curta aborda temas como racismo estrutural, exclusão social e dignidade humana.
A produção contou com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult Goiás), e vem ampliando sua circulação em festivais e mostras pelo país. A seleção para o Guarnicê representa mais um passo na consolidação do cinema goiano no cenário nacional, especialmente em espaços de debate crítico e artístico.
A obra integra uma mostra inspirada na canção Construção, de Chico Buarque, que reúne filmes dedicados a temas como trabalho, desigualdade e as múltiplas formas de exclusão social. Nesse contexto, o filme dialoga diretamente com a proposta curatorial do festival, ao tratar das tensões sociais contemporâneas.
Na narrativa, acompanhamos Pedro, um trabalhador que é agredido e expulso de um supermercado após uma acusação injusta. A partir desse episódio, o personagem passa a enfrentar uma série de julgamentos e preconceitos motivados pela cor de sua pele, evidenciando debates urgentes sobre racismo e desigualdade na sociedade brasileira.




