O cenário das eleições presidenciais de 2026 sofreu uma reviravolta importante nesta segunda-feira (23). O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), anunciou oficialmente a desistência de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, decisão que impacta diretamente a estratégia nacional do partido comandado por Gilberto Kassab.
Em nota, Ratinho afirmou que optou por permanecer à frente do governo estadual até o fim do mandato. Segundo ele, a escolha foi resultado de uma “profunda reflexão” realizada ao lado da família, consolidada na noite do último domingo (22). Com isso, o governador também se retira das discussões internas do PSD sobre a definição do nome que representará a legenda na disputa presidencial.
A decisão foi comunicada a Kassab no próprio dia do anúncio e já provoca rearranjos dentro da sigla. Ratinho Jr. era, até então, um dos três nomes considerados viáveis pelo partido para a corrida ao Planalto. Agora, o PSD passa a concentrar suas atenções em duas alternativas: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
A saída de Ratinho do páreo não é um movimento isolado, mas reflete o redesenho do campo político de centro para 2026. Bem avaliado por setores do agronegócio, do empresariado e com boa interlocução junto ao mercado financeiro — especialmente na Faria Lima —, ele era visto como uma das principais apostas para consolidar uma “terceira via” competitiva.
Nos bastidores, a desistência também ocorre após a retirada de outro nome relevante desse espectro político, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o que reforça o desafio do PSD em manter protagonismo na disputa nacional.
Com o novo cenário, a legenda deverá intensificar as articulações para definir um candidato capaz de unificar diferentes alas e dialogar com o eleitorado de centro, em um pleito que promete ser marcado pela polarização, mas que ainda mantém espaço para movimentos estratégicos e novas composições.
A corrida para 2026 segue em aberto — e, mais uma vez, mostra que o jogo político é dinâmico e movido por decisões que redesenham, a cada momento, o tabuleiro eleitoral brasileiro.





