A posse de Deia Vilela na presidência do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) para o biênio 2026–2028 representa mais do que uma mudança institucional. Marca a consolidação do protagonismo feminino em um dos setores mais estratégicos do debate sobre desenvolvimento, inovação e sustentabilidade no Brasil.
Vice-presidente da IFF para a América Latina, Deia é a primeira mulher a assumir a presidência do colegiado da ABBI. Sua chegada ocorre em um momento decisivo para a bioeconomia nacional, quando o país discute o aprimoramento do ambiente regulatório, a proteção de patentes e a consolidação de políticas públicas capazes de transformar ciência e recursos biológicos em valor econômico e desenvolvimento sustentável.
Única associação setorial integrante da Comissão Nacional de Bioeconomia (CNBio), a ABBI tem atuação direta na formulação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), cujo texto-base foi oficializado pelo governo federal durante a COP30, em 2025. Até o primeiro semestre de 2026, a comissão deverá definir metas de produção, descarbonização da bioindústria e os instrumentos de incentivo e financiamento necessários para viabilizar sua implementação.
A agenda da entidade também inclui a regulamentação de marcos recentes, como o Mercado Regulado de Carbono e o Marco Regulatório dos Bioinsumos, além da atuação contínua na defesa da propriedade intelectual. A ABBI segue representando o setor no Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI) e participa da construção da posição brasileira na Conferência da ONU sobre Diversidade Biológica, prevista para ocorrer na Armênia.
À frente da entidade, Deia Vilela defende a criação de um ambiente mais previsível e seguro para investimentos em bioinovação, com redução de barreiras regulatórias e fortalecimento da segurança jurídica. Ao seu lado, o vice-presidente Miguel Sieh, da Suzano, reforça a importância da articulação institucional para ampliar a competitividade do setor e atrair novos investimentos.
Na coluna Mulheres Protagonistas, a trajetória de Deia Vilela simboliza o avanço da presença feminina nos espaços onde se definem estratégias de longo prazo para o país. Em setores altamente técnicos e historicamente ocupados por homens, lideranças como a sua reposicionam o debate e ampliam as referências para o futuro da bioeconomia brasileira.




