Novos recursos permitem controlar privacidade, grupos e acesso à inteligência artificial sem dar aos pais acesso ao conteúdo das conversas
O WhatsApp anunciou novos recursos de controle parental voltados à proteção de adolescentes no ambiente digital. As ferramentas dão a pais, mães e responsáveis mais possibilidades de acompanhar e definir alguns limites para o uso do aplicativo, preservando, segundo a empresa, a privacidade das conversas.
Entre as novidades, os responsáveis poderão definir quem pode visualizar a foto de perfil do adolescente e quem está autorizado a adicioná-lo a grupos. Também será possível escolher como o jovem utiliza canais e atualizações de status. Para tornar essas configurações menos restritivas, será necessária a aprovação do responsável por meio de um PIN.
Outra mudança está nos alertas. Pais e responsáveis poderão ser notificados quando o adolescente entrar ou sair de um grupo e quando houver crescimento significativo no número de participantes de um grupo do qual ele faça parte.
Inteligência Artificial também entra no controle
As famílias também poderão definir o nível de acesso à Meta AI. Haverá a configuração padrão destinada a maiores de 13 anos e uma alternativa mais rigorosa, denominada “Conteúdo limitado”, para responsáveis que desejarem estabelecer restrições adicionais.
Apesar da ampliação da supervisão, os responsáveis não terão acesso ao conteúdo das mensagens e chamadas pessoais dos adolescentes. De acordo com a Meta, essas comunicações continuam protegidas pela criptografia de ponta a ponta, o que significa que nem mesmo o WhatsApp pode ler ou ouvir o conteúdo das conversas.
Proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital
No Brasil, as mudanças acontecem em um cenário de maior regulamentação da presença de crianças e adolescentes nas plataformas digitais. O ECA Digital entrou em vigor em março de 2026 e estabeleceu novas obrigações relacionadas à proteção de menores, incluindo mecanismos de supervisão parental e aferição de idade.
Segundo a Meta, os novos controles são opcionais e foram desenvolvidos a partir de demandas apresentadas por famílias. A proposta é permitir que cada responsável ajuste o nível de acompanhamento de acordo com a realidade e a idade do adolescente.
A chegada das novas ferramentas amplia uma discussão que já faz parte da rotina de muitas famílias brasileiras: como garantir mais segurança aos adolescentes no ambiente digital sem eliminar sua privacidade e autonomia?




