Presidente eleito da Colômbia dá prazo de um mês para grupos armados se entregarem à Justiça

O político de extrema direita Abelardo de la Espriella estabeleceu um prazo de 30 dias para que grupos armados ilegais na Colômbia iniciem processos de submissão à Justiça. A declaração foi feita nesta quinta-feira (25), após a oficialização de sua condição de presidente eleito do país.

Segundo o líder colombiano, as organizações que atuam fora da lei terão um mês para se apresentar às autoridades e aderir aos mecanismos legais de rendição. Ele afirmou ainda que não pretende oferecer “concessões consideradas inaceitáveis” no tratamento com esses grupos.

A medida foi anunciada em meio ao processo de transição de governo e reforça o discurso de endurecimento na área de segurança adotado pelo político durante a campanha eleitoral.

Em sua fala pública, De la Espriella destacou que o futuro governo pretende adotar uma postura mais rígida no enfrentamento às estruturas armadas ilegais que atuam em diferentes regiões do país, historicamente marcadas por conflitos com guerrilhas, facções criminosas e grupos paramilitares.

A Colômbia convive há décadas com a presença de organizações armadas em áreas rurais e de fronteira, o que tem sido um dos principais desafios de segurança pública e estabilidade institucional no país.

A declaração ocorre após a confirmação de sua vitória eleitoral, em um cenário político marcado por forte polarização e debates intensos sobre os rumos da política de segurança nacional.

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