Costa Rica elege Laura Fernández e confirma continuidade do atual projeto político

A Costa Rica elegeu neste domingo (1º) sua nova presidente. Aos 39 anos, Laura Fernández, candidata de direita, venceu a eleição presidencial ainda no primeiro turno, com ampla vantagem sobre os demais concorrentes, consolidando a continuidade do atual projeto político no país.

Apresentada ao eleitorado como a principal herdeira política do presidente Rodrigo Chaves, Fernández construiu sua campanha com um discurso centrado na mudança administrativa, no reforço da segurança pública e na reorganização do Estado. O resultado expressivo nas urnas reflete um cenário de insatisfação popular, especialmente diante do avanço da violência e da criminalidade — temas que dominaram o debate eleitoral ao longo da campanha.

Durante o processo eleitoral, a agora presidente eleita defendeu uma agenda conservadora, com ênfase no combate ao crime organizado, no fortalecimento das instituições e na implementação de reformas estruturais. A promessa de um novo ciclo político, descrito por seus aliados como uma “nova etapa institucional”, foi decisiva para atrair o apoio de uma parcela significativa do eleitorado.

A eleição de Laura Fernández também representa um movimento relevante no contexto político da América Central, região historicamente associada a democracias estáveis e de perfil moderado. Sua vitória reforça a tendência de avanço de lideranças de direita, impulsionadas por discursos de ordem, segurança e eficiência administrativa.

Com posse prevista para os próximos meses, Fernández terá como principal desafio equilibrar a expectativa de continuidade do atual governo com a pressão por resultados rápidos, sobretudo na área da segurança pública. Seu mandato será acompanhado de perto tanto no cenário interno quanto pela comunidade internacional.

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