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O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), voltou a criticar o governo federal ao defender que o estado precisa de maior margem de despesas na gestão pública para atender às demandas da população.
Em declarações recentes, Daniel afirmou que as regras de controle fiscal adotadas pela União, especialmente aquelas relacionadas ao Propag — mecanismo que rege limites de gastos e ajustes nas contas públicas — podem restringir a capacidade de investimento dos estados. Para ele, manter políticas públicas essenciais exige maior flexibilidade orçamentária.
“A preocupação não é apenas com números, mas com a capacidade de o estado responder às necessidades da sociedade”, disse o vice-governador, ao argumentar que o equilíbrio fiscal não pode se sobrepor à execução de serviços e obras prioritárias.
A posição de Daniel se insere em um debate mais amplo entre gestores estaduais sobre os efeitos de normas nacionais de contenção de despesas, em um contexto de pressões crescentes sobre os orçamentos públicos. Governos estaduais têm alertado que limitações rígidas podem comprometer investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
O vice-governador também ressaltou que é preciso combinar responsabilidade nas contas com capacidade de promover desenvolvimento e bem-estar social, sem que isso gere desequilíbrios financeiros de longo prazo. A crítica de Daniel ao governo federal reflete, assim, a tensão entre a necessidade de ajuste fiscal e a demanda por maior gasto público em programas e serviços à população.




