O governador em exercício de Goiás, Daniel Vilela, segue liderando uma importante articulação em Brasília para garantir mais recursos ao estado por meio da redistribuição dos royalties do petróleo. Nesta quinta-feira (30), está prevista uma nova rodada de reuniões com ministros do Supremo Tribunal Federal, reforçando o empenho do governo goiano na defesa dos interesses da população.
A agenda faz parte de uma força-tarefa encabeçada principalmente por Goiás, Paraná e Mato Grosso, que buscam convencer a Corte sobre a necessidade de aprovar a nova divisão dos recursos oriundos dos royalties. Caso a proposta avance, Goiás poderá ampliar em mais de 30 vezes o valor recebido anualmente.
O encontro desta quinta deve reunir Daniel Vilela, o procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, e os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Alexandre de Moraes. Esta será a terceira reunião com integrantes do Supremo apenas nesta semana, demonstrando a forte mobilização institucional do governo estadual antes do julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), marcado para o próximo dia 6 de maio.
A discussão gira em torno da retomada da lei de 2012, que estabelece novos critérios para a distribuição dos royalties e beneficia Goiás e outros 18 estados não produtores. Atualmente, a maior parte dos recursos permanece concentrada em estados produtores como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, que juntos concentram cerca de 95% desses repasses.
Segundo estimativas da Secretaria Estadual da Economia e da Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO), o estado acumula perdas de aproximadamente R$ 6,09 bilhões entre 2013 e 2025, além de uma projeção de mais R$ 913 milhões em 2026, caso a nova regra não volte a vigorar.
A atuação de Daniel Vilela tem sido vista como estratégica e firme, mostrando protagonismo na defesa federativa e no fortalecimento das finanças estaduais. O governo argumenta que, mesmo sem ser produtor de petróleo, Goiás é um dos maiores consumidores de derivados, especialmente diesel utilizado no agronegócio, setor fundamental para a economia goiana.
A mobilização reforça o compromisso da atual gestão com o equilíbrio federativo e com a busca por mais justiça na distribuição dos recursos nacionais, garantindo mais investimentos para infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico em Goiás.





