Zema critica decisão de Moraes que suspendeu visitas de Flávio Bolsonaro a Jair Bolsonaro

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, criticou nesta terça-feira (14) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A medida foi adotada após Flávio divulgar uma carta escrita pelo pai, na qual Jair Bolsonaro o autoriza a atuar como seu porta-voz durante o período eleitoral. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.

Em entrevista à CBN Santos, Zema afirmou que a troca de correspondências é um direito garantido a pessoas privadas de liberdade e classificou a restrição como excessiva.

“Acho que todo mundo já viu diversas situações em que quem está detido se comunica por carta. É algo absolutamente normal. Ninguém vai mandar dentro de uma carta uma faca, uma pistola ou droga. É papel. Tolher esse direito é algo que considero inadequado”, declarou.

Na decisão, Alexandre de Moraes argumentou que a divulgação da carta por Flávio Bolsonaro pode representar descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que proíbem o uso de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. O ministro também encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral para apurar eventual prática de propaganda eleitoral antecipada.

A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou não ver preocupação com a investigação e sustenta que a divulgação da carta não configura irregularidade eleitoral.

O episódio ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 e também em um momento de divergências dentro do grupo político ligado ao ex-presidente. Recentemente, Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro protagonizaram um desentendimento público relacionado às estratégias do Partido Liberal (PL) para o próximo pleito.

A manifestação de Romeu Zema reforça o debate político em torno das decisões judiciais envolvendo Jair Bolsonaro e amplia a repercussão do caso entre os pré-candidatos à Presidência da República.

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