Rogério Marinho prepara agenda pelo país para buscar votos à Presidência do Senado

Aliados estimam que o senador do PL tenha 38 votos, três a menos que o necessário para vencer. Tereza Cristina também disputa o cargo, e Davi Alcolumbre busca apoio dentro do PL.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) pretende percorrer o país para mobilizar a base bolsonarista e ampliar o apoio à sua candidatura à Presidência do Senado. Segundo quatro aliados, a estratégia busca consolidar o apoio de parlamentares de direita e centro-direita antes da votação.

Na conta dos aliados, Marinho tem 38 votos firmes entre os 81 senadores. São necessários 41 para vencer. A articulação envolve PL, Novo, Republicanos e PP, mas esse campo também tem a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Como a votação é secreta, Marinho defende que os senadores declarem publicamente, antes da eleição, em quem pretendem votar.

Alcolumbre busca apoio dentro do PL

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) conta com pelo menos cinco votos do PL e negocia apoio de outras siglas de direita. As conversas envolvem cargos no governo Lula (PT) e em agências reguladoras, além de relatorias e funções no Legislativo.

Alcolumbre também escolheu o senador Eduardo Gomes (PL-TO) para relatar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que orienta a elaboração do Orçamento federal.

Marinho, por sua vez, pretende convidar Efraim Filho (PL-PB), aliado de Alcolumbre, para coordenar sua campanha. Os dois foram colegas no DEM e no União Brasil. Efraim, que já liderou a bancada do União Brasil no Senado, afirmou que seguirá a posição do seu atual partido.

“É um outro momento. Fui líder do União Brasil, mas agora estou no PL e vou seguir junto com a bancada e com o Rogério”, declarou.

Carta programática mira o centro

Para conquistar votos de senadores do centro, Marinho prepara uma carta programática em que deve defender a independência do Legislativo. O documento deve sinalizar que, se eleito, ele pretende manter uma relação institucional com o governo Lula e com o Supremo Tribunal Federal (STF). A carta também deve registrar que o senador cobrará a responsabilização de ministros do Supremo caso sejam constatados desvios de conduta.

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