Com a sinalização de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não pretende disputar as próximas eleições, novos nomes começam a ganhar espaço nos bastidores da política paulista. Entre eles, o da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, apontada como possível candidata ao Senado Federal por São Paulo em 2026.
Eleita deputada federal em 2022, Marina já indicou que não deve buscar a reeleição à Câmara. Aliados avaliam, no entanto, que uma candidatura ao Senado dependerá de fatores mais amplos, especialmente do futuro da ministra na Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar e com o qual enfrenta hoje divergências internas.
O desgaste com a atual direção da legenda abriu espaço para articulações de outros partidos do campo progressista. O PT já fez sondagens sobre um eventual retorno, o PSB mantém conversas com aliados da ministra, e o Psol confirmou publicamente o convite para que ela dispute o Senado por São Paulo.
As especulações ganharam força após críticas de grupos ligados a Marina às mudanças no estatuto da Rede, que teriam concentrado poder na direção nacional e criado critérios eleitorais vistos como obstáculos à sua participação em 2026.
Com trajetória consolidada na política nacional, Marina Silva volta a figurar como um nome competitivo no tabuleiro eleitoral paulista, enquanto o cenário segue em construção até a definição das alianças.
O manifesto já reúne centenas de assinaturas de filiados, entre eles parlamentares e vereadores, evidenciando a dimensão da crise interna e ampliando as incertezas sobre o caminho político que Marina Silva deverá seguir até 2026.




