Janela partidária começa sem grandes mudanças no cenário político do Distrito Federal

A janela partidária iniciada nesta semana não deve provocar mudanças significativas no cenário político do Distrito Federal. Levantamento divulgado pelo g1 aponta que a maioria dos parlamentares com mandato deve permanecer nas atuais legendas para a disputa eleitoral de 2026.

A Justiça Eleitoral definiu que o período da janela partidária ocorrerá entre 5 de março e 3 de abril, totalizando 30 dias. Durante esse intervalo, deputados podem trocar de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Fora desse prazo, a mudança de legenda só é permitida mediante comprovação de justa causa.

Desde decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomada em 2018, apenas parlamentares que estão no último ano do mandato podem utilizar a janela partidária. Para as eleições de 2026, a regra vale para deputados federais, estaduais e distritais.

Câmara Legislativa deve ter pouca movimentação

No Distrito Federal, a tendência é de estabilidade entre os 24 deputados distritais. De acordo com o levantamento, 18 parlamentares já indicaram que pretendem permanecer em seus partidos, muitos deles com o objetivo de disputar a reeleição para a Câmara Legislativa.

Alguns parlamentares, no entanto, avaliam novos caminhos políticos. Fábio Félix (PSOL) e Daniel Donizet (MDB) demonstraram interesse em disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Já a deputada Paula Belmonte deixou o Cidadania e se filiou ao PSDB em dezembro, reforçando sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal.

Outros nomes ainda analisam possíveis mudanças partidárias, como Roosevelt Vilela (PL), João Cardoso — que anunciou recentemente sua filiação ao PL — e Robério Negreiros (PSD).

Três parlamentares não responderam sobre eventuais mudanças de legenda: Wellington Luiz (MDB), Rogério Morro da Cruz (PRD) e Jorge Vianna (PSD).

Deputados federais também mantêm posição

Entre os deputados federais do Distrito Federal, alguns já sinalizam seus projetos para as eleições de 2026. Bia Kicis (PL) confirmou a intenção de disputar uma vaga no Senado Federal, enquanto Erika Kokay (PT) também pretende concorrer ao Senado.

Reginaldo Veras (PV) e Rodrigo Rollemberg (PSB) afirmaram que não pretendem mudar de partido.

Outros parlamentares federais do DF, como Alberto Fraga (PL), Fred Linhares (Republicanos), Julio Cesar Ribeiro (Republicanos) e Rafael Prudente (MDB) ainda não anunciaram alterações partidárias.

Disputa pelo Buriti começa a se desenhar

O cenário político para o Governo do Distrito Federal em 2027 começa a ganhar forma, com pelo menos cinco nomes já colocados como pré-candidatos.

A atual vice-governadora Celina Leão (PP) e a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) já demonstraram intenção de disputar o Palácio do Buriti.

Também aparecem como pré-candidatos Leandro Grass (PT), pelo Partido dos Trabalhadores, e Ricardo Cappelli (PSB), que deve representar o PSB na disputa.

Outro nome que surge no cenário é o do ex-governador José Roberto Arruda, que se filiou ao PSD em novembro. No entanto, sua eventual candidatura ainda depende de definições judiciais sobre sua elegibilidade.

Mesmo com a abertura da janela partidária, o quadro político do Distrito Federal segue, por enquanto, com movimentações pontuais e poucas mudanças estruturais, enquanto os partidos começam a organizar suas estratégias para as eleições de 2026.

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