O processo de desincompatibilização no Governo do Distrito Federal começa a ganhar contornos claros e bem definidos, sinalizando oficialmente o início da corrida eleitoral de 2026. Desde dezembro, reuniões sucessivas envolvendo secretários, subsecretários e administradores regionais já indicavam o movimento estratégico de preparação do governo para o próximo pleito.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) tem orientado os auxiliares interessados em disputar cargos eletivos a deixarem suas funções até o dia 4 de abril, prazo final previsto pela legislação eleitoral. Na mesma data, o próprio Ibaneis deverá renunciar ao cargo para oficializar sua candidatura ao Senado Federal.
Com alta aprovação popular após sete anos de gestão, Ibaneis conduz o processo de transição de forma planejada, evitando rupturas administrativas. A vice-governadora Celina Leão (PP), que assumirá o comando do Palácio do Buriti, terá a prerrogativa de nomear novos titulares para as pastas, mantendo a coesão política e administrativa do grupo.
Nos bastidores do governo, a expectativa é de que um número expressivo de secretários de Estado, subsecretários e administradores regionais deixe seus cargos para disputar as eleições de 2026. A tendência é que muitos dos atuais gestores indiquem nomes para a sucessão nas pastas, como forma de preservar a continuidade administrativa. No entanto, todas as escolhas deverão passar pela avaliação e chancela de Celina Leão, que assume o comando do GDF e se posiciona como pré-candidata à sucessão no Palácio do Buriti.
A estratégia busca preservar a continuidade das políticas públicas, evitar paralisia em áreas sensíveis e reforçar a aliança política entre Ibaneis e Celina. Para a vice-governadora, a desincompatibilização não representa enfraquecimento da gestão, mas sim um processo de renovação planejada, com estabilidade administrativa até o fim do mandato.
Com aprovação acima de 60%, o grupo político aposta na transferência de capital eleitoral para novas candidaturas, mantendo unidade e força política até outubro de 2026.
Ibaneis Rocha demonstra liderança ao estruturar as saídas de seus auxiliares sem prejuízo à máquina pública. Já Celina Leão amplia seu espaço, ganha autonomia administrativa e se projeta como sucessora natural de um projeto político bem avaliado no Distrito Federal.
Confira a lista dos prováveis gestores que devem se desincompatibilizar:
Secretários de Estado
- Gustavo Rocha – Casa Civil
- José Humberto “Pesão” – Secretaria de Governo
- Marcela Passamani – Secretaria de Justiça
- Ana Paula Marra – Secretaria de Ação Social
- Valter Casemiro – Secretaria de Obras
- Cristian Viana – Secretaria do Entorno
- Giselle Ferreira – Secretaria da Mulher
- Rodrigo Delmasso – Secretaria da Família
- André Kubistchek – Secretaria da Juventude
- Gilvan Máximo – Secretaria do Consumidor
- Cristiano Araújo – Secretaria de Turismo
- Cláudio Abrantes – Secretaria de Cultura
- Hélvia Paranaguá – Secretaria de Educação
- Sandro Avelar – Secretaria de Segurança
- Agaciel Maia – Secretaria de Relações Institucionais
Subsecretarias
16. Renata D’Aguiar – Subsecretária de Promoção das Mulheres
17. Sandra Faraj – Subsecretária de Transformação Tecnológica
Administrações Regionais e Órgãos
18. Bispo Renato – Administração Regional de Taguatinga
19. Telma Rufino – Administração Regional de Arniqueira
20. Gustavo Aires – Administração Regional do Cruzeiro
21. Marcelo Trator – Administração Regional do Lago Norte
22. Reginaldo Sardinha – Administração Regional do Sudoeste
23. Aderivaldo Cardoso – Administração Regional do Jardim Botânico
24. Rôney Nemer – IBRAM
25. Carlos Dalvan – Administração Regional do Recanto das Emas




