A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, avaliou nesta segunda-feira (30/3) o cenário eleitoral de 2026 e a escolha do PSD pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República.
Durante conversa com jornalistas, Gleisi classificou Caiado como uma “figura mais agressiva” em comparação a outros nomes da oposição, como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Ainda assim, a ministra minimizou o potencial de crescimento de uma candidatura alternativa no atual cenário político.
Para ela, a forte polarização no Brasil dificulta o avanço de uma chamada “terceira via”. “As coisas estão muito consolidadas. É muito difícil ele conseguir um espaço maior. Acho que vai ficar muito na periferia da eleição”, afirmou.
A ministra também destacou que a estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não será alterada em função dos adversários. Segundo Gleisi, a gestão seguirá focada na defesa de suas realizações e propostas, independentemente do cenário eleitoral.
Outro ponto levantado foi a incerteza sobre o apoio de setores da direita e do agronegócio à eventual candidatura de Caiado, o que, na avaliação dela, pode limitar ainda mais o alcance do projeto político do governador goiano.
O Partido Social Democrático deve oficializar o nome de Caiado como pré-candidato em coletiva marcada para esta segunda-feira, em São Paulo. Internamente, ele disputava a indicação com Eduardo Leite e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que desistiu da corrida presidencial na semana passada.
Após a definição, Eduardo Leite manifestou publicamente discordância da escolha. Em vídeo nas redes sociais, afirmou que a candidatura de Caiado tende a manter a polarização e defendeu uma alternativa de “centro liberal, democrático”, baseada no diálogo e na conciliação. Já Ratinho Júnior declarou apoio ao governador de Goiás, destacando seu perfil administrativo e o processo interno conduzido pelo partido.
No campo político, Gleisi Hoffmann também se prepara para uma nova disputa. A ministra deixará o comando da Secretaria de Relações Institucionais para concorrer ao Senado pelo Paraná nas eleições de outubro, movimento que já havia sido antecipado no início do mês.
Com o cenário ainda em consolidação, as declarações reforçam o tom da disputa que se desenha: de um lado, candidaturas buscando espaço fora dos polos tradicionais; de outro, a avaliação de que a polarização segue como eixo dominante da política nacional.





