Um ano decisivo: política, democracia e Copa do Mundo em 2026

O Brasil inicia 2026 atravessado por expectativas que vão além do calendário eleitoral. O ano que culmina na escolha do próximo presidente da República também será marcado por disputas institucionais, debates sobre democracia e pelo peso simbólico de eventos capazes de mobilizar a identidade nacional.

No centro do cenário político está a eleição presidencial. Luiz Inácio Lula da Silva entra no ano como protagonista da disputa, em um contexto de polarização persistente e de questionamentos sobre os rumos econômicos, sociais e institucionais do país. A sucessão presidencial ocorre em um ambiente no qual parte do eleitorado busca estabilidade, enquanto outra cobra mudanças mais profundas na condução do Estado.

Paralelamente ao processo eleitoral, o Supremo Tribunal Federal segue como ator central do debate público. As decisões da Corte continuam a influenciar diretamente a dinâmica política, seja em julgamentos ligados a temas institucionais sensíveis, seja no enfrentamento à desinformação e a ameaças ao processo democrático. Em 2026, a relação entre os Poderes tende a permanecer sob constante escrutínio da sociedade.

Fora do campo estritamente político, o ano também carrega forte simbolismo no esporte. A Copa do Mundo reacende expectativas em torno da Seleção Brasileira, que busca encerrar um jejum de títulos que já dura mais de duas décadas. Em um país onde futebol e política frequentemente se cruzam no imaginário coletivo, o desempenho em campo costuma dialogar com o humor social e com a forma como o brasileiro enxerga o próprio país.

Assim, 2026 se desenha como um período de encruzilhadas. Não se trata apenas de escolher governantes, mas de refletir sobre o papel das instituições, a maturidade democrática e os valores que orientam o debate público. Entre urnas, tribunais e campos de futebol, o Brasil atravessa mais um ano-chave na construção de sua trajetória política e social.

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