Em outubro de 2026, o Brasil voltará a viver um de seus momentos mais decisivos da democracia. Mais de 150 milhões de eleitoras e eleitores serão chamados às urnas para definir os rumos do país nos próximos quatro anos — em uma eleição que combina volume, complexidade e impacto direto na vida cotidiana da população.
No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, cada pessoa fará seis escolhas na urna eletrônica. A ordem da votação segue um critério técnico, mas o peso político de cada cargo se manifesta de forma distinta no dia a dia do país.
Serão escolhidos deputados federais, deputados estaduais ou distritais, dois senadores por estado, governadores e, por fim, o presidente da República. Caso nenhuma candidatura alcance a maioria absoluta dos votos válidos nas disputas para presidente e governador, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
Dois sistemas, múltiplas decisões
As eleições gerais reúnem dois modelos distintos de escolha. Para os cargos do Legislativo, como deputados federais e estaduais, vale o sistema proporcional, no qual o desempenho dos partidos e federações define a distribuição das cadeiras. Já para presidente, governadores e senadores, o critério é majoritário, vencendo quem obtiver mais votos — ou mais de 50% dos válidos, nos cargos do Executivo.
Ao todo, estarão em disputa:
- 513 vagas para deputado federal;
- 1.035 cadeiras nas assembleias legislativas estaduais;
- 24 vagas para deputados distritais no Distrito Federal;
- 54 cadeiras no Senado Federal, renovando dois terços da Casa;
- 27 governos estaduais, incluindo o Distrito Federal;
- a Presidência da República.
No Senado, a eleição tem peso estratégico especial: os mandatos são de oito anos, e os eleitos exercem funções decisivas, como a aprovação de autoridades e o julgamento de altas autoridades da República.
O papel de cada escolha
Embora o presidente concentre maior visibilidade, o funcionamento do Estado depende de um equilíbrio entre os Poderes. Governadores impactam diretamente áreas como saúde, segurança e educação nos estados. Deputados e senadores são responsáveis por legislar, fiscalizar e definir o orçamento público — decisões que moldam políticas de longo prazo.
É nesse ponto que o olhar atento do eleitor, especialmente da mulher, ganha relevância: compreender as competências de cada cargo é uma forma de transformar o voto em instrumento de responsabilidade e não apenas de identificação emocional.
Quem pode disputar
A legislação eleitoral determina que apenas partidos com registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral podem lançar candidaturas. Atualmente, cerca de 30 legendas estão aptas, além das federações partidárias, que funcionam como uma única sigla por, no mínimo, quatro anos.
A Constituição também estabelece idades mínimas para concorrer:
- 35 anos para presidente, vice e senador;
- 30 anos para governador e vice;
- 21 anos para deputados federais, estaduais e distritais.
Mais do que números, escolhas
As Eleições de 2026 não serão apenas sobre cargos ou chapas. Serão sobre projetos, discursos, coerência e preparo. Em um cenário de excesso de informação e comunicação acelerada, saber o que cada voto representa é um exercício de cidadania — e também de estratégia.
Sob o olhar feminino, observar a política vai além da superfície: é analisar postura, trajetória, capacidade de diálogo e compromisso real com a sociedade. Porque votar é um ato individual, mas suas consequências são sempre coletivas.




