O Distrito Federal inicia 2026 com a perspectiva de fortalecimento da rede de urgência e emergência, a partir da ampliação e modernização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). A estratégia para o ano envolve novas construções, qualificação profissional e uso de tecnologia para tornar o atendimento mais ágil e seguro.
Mesmo após um 2024 marcado pela epidemia de dengue, as UPAs mantiveram protagonismo em 2025 e consolidaram-se como a principal porta de entrada do SUS-DF para casos de urgência e média complexidade. Ao longo do ano, as unidades somaram mais de 1,6 milhão de atendimentos, o que reforça seu papel no equilíbrio da rede pública de saúde e na redução da pressão sobre os hospitais.
Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o foco para 2026 é manter o ritmo de entregas e aprofundar os avanços assistenciais. O fortalecimento das equipes, com profissionais capacitados e treinamento contínuo, é apontado como prioridade. Para a gestão, a assistência em urgência exige preparo técnico aliado a um acolhimento cada vez mais humano e resolutivo.
A alta demanda se concentra especialmente em regiões como Ceilândia, São Sebastião, Samambaia e Sobradinho, unidades que respondem por parcela significativa dos atendimentos. A presença de especialidades estratégicas, como pediatria, contribui para absorver casos sazonais e ampliar a capacidade de resposta da rede, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.
Além do volume assistencial, o avanço da rede também se reflete nos investimentos em tecnologia e infraestrutura. A implantação da teleconsulta em diversas UPAs permitiu agilizar atendimentos de menor gravidade, ampliar o acesso e otimizar fluxos, ao mesmo tempo em que obras de renovação estrutural garantiram melhores condições de funcionamento e segurança assistencial.
Para este ano, a expansão da rede inclui a construção de sete novas UPAs de porte 3, com previsão de unidades completas, dotadas de leitos, pediatria, salas de estabilização, laboratório e exames de imagem. As novas estruturas serão implantadas em regiões estratégicas do Distrito Federal, ampliando o acesso e reduzindo deslocamentos da população.
Com a consolidação dessas entregas, a rede de UPAs entra em 2026 como um dos principais eixos da política pública de saúde do DF, combinando ampliação da capacidade, modernização dos serviços e compromisso com um atendimento mais eficiente, humano e regionalizado.




