O Distrito Federal vem consolidando uma política pública de enfrentamento à violência contra a mulher baseada em monitoramento contínuo, integração das forças de segurança e uso estratégico da tecnologia. Em 2025, essa atuação resultou em 64 prisões de agressores que descumpriram medidas protetivas, sem registro de feminicídios entre as mulheres acompanhadas pelos programas oficiais de proteção do Governo do DF.
A estratégia é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e envolve ações conjuntas com a Polícia Militar, permitindo que qualquer tentativa de aproximação indevida seja identificada e respondida de forma imediata. O modelo adotado prioriza a prevenção, atuando antes que a violência volte a acontecer.
Ao longo do ano, quase duas mil pessoas estiveram sob acompanhamento do sistema, que monitora simultaneamente vítimas e agressores em tempo integral. O controle é feito por meio de dispositivos eletrônicos e georreferenciamento, o que garante rapidez na identificação de riscos e agilidade na atuação policial. A maior parte das prisões ocorreu justamente em situações de descumprimento das determinações judiciais, como a violação de áreas de exclusão.
Um dos principais diferenciais da política adotada no DF é a resposta imediata do Estado. Ao detectar qualquer ameaça, o sistema aciona automaticamente as forças de segurança, evitando a reincidência da violência e garantindo proteção efetiva às mulheres. Desde a implementação desse modelo, nenhuma mulher inserida nos programas teve sua integridade física novamente violada.
O investimento em infraestrutura e tecnologia também tem sido decisivo. A ampliação da central de monitoramento, o reforço das equipes de plantão e a criação de canais diretos de comunicação entre vítimas e a central operacional tornaram o atendimento mais rápido e eficiente. As mulheres podem enviar alertas, mensagens e registros em tempo real, fortalecendo a atuação preventiva.
Além do monitoramento eletrônico, o Distrito Federal ampliou o acesso aos programas de proteção, permitindo que o acompanhamento comece ainda na delegacia, logo após o registro da ocorrência. Essa medida reduz o tempo entre a denúncia e a efetiva proteção, evitando que a vítima fique exposta a novos riscos.
A experiência do DF demonstra que o enfrentamento à violência de gênero exige decisão política, integração institucional e foco na prevenção. Ao combinar tecnologia, acolhimento e ação imediata, o modelo adotado tem se mostrado eficaz na proteção de vidas e no fortalecimento da segurança das mulheres.




