Mesmo com a queda expressiva nos casos de dengue em relação a 2024, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) manteve, ao longo de 2025, uma atuação intensa e contínua no combate às arboviroses. As ações priorizaram prevenção, vigilância permanente e inovação tecnológica, alcançando mais de 1,8 milhão de residências em todo o DF.
Ao longo do ano, 362 servidores da Vigilância Ambiental em Saúde atuaram em residências, áreas públicas e locais de grande circulação. Entre as estratégias adotadas está a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), tecnologia que cria uma camada protetora nas paredes internas e elimina mosquitos ao entrarem em contato com a superfície. O produto possui baixa toxicidade e efeito prolongado de até 90 dias. Em 2025, foram realizadas quase 60 aplicações, principalmente em áreas com fluxo intenso de pessoas.
Outra medida importante foi a ampliação do uso das estações disseminadoras de larvicidas (EDLs). Em funcionamento como pontos estratégicos de controle, mais de 3,2 mil unidades foram instaladas no DF. Elas utilizam o inseticida Pyriproxyfen, que impede o desenvolvimento do mosquito até a fase adulta.
As ovitrampas também desempenharam papel essencial no monitoramento da presença do Aedes aegypti. Ao todo, mais de 3,8 mil armadilhas foram distribuídas em diferentes regiões administrativas, permitindo identificar áreas com maior risco e orientar ações mais direcionadas.
Tecnologia no combate ao mosquito
Além das ações em solo, a SES-DF reforçou o uso de drones para o mapeamento de áreas críticas. Os equipamentos permitiram identificar possíveis focos de água parada em 22 regiões administrativas, totalizando mais de 2,1 mil hectares monitorados e cerca de 3 mil potenciais criadouros detectados.
Outra frente inovadora foi a liberação dos chamados wolbitos — mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de vírus como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Ao longo do programa, foram produzidos e liberados cerca de 13 milhões de mosquitos, em 14 semanas de produção e 13 semanas de soltura, abrangendo milhares de pontos em todo o território definido.
As ações reforçam o compromisso da Secretaria de Saúde com o controle das arboviroses e a proteção da população, mesmo em períodos de menor incidência da doença.




