O gesto de doar leite materno tem feito a diferença na vida de milhares de bebês no Distrito Federal. Um exemplo é o da pequena Maitê, que nasceu prematura e hoje depende desse cuidado para se recuperar.
A mãe, Graciele da Silva, já viveu outra realidade: anos atrás, teve leite suficiente para alimentar a primeira filha. Agora, enfrenta o desafio de ver a caçula precisar do leite vindo de outras mulheres para se fortalecer. Internada no Hospital Regional de Taguatinga, a bebê segue em recuperação e apresenta evolução positiva.
Somente nos três primeiros meses de 2026, mais de quatro mil recém-nascidos foram beneficiados pela rede coordenada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Apesar do alcance expressivo, o volume de doações ainda não atinge o necessário para atender toda a demanda.
A média ideal de arrecadação mensal é de dois mil litros, mas, recentemente, a quantidade ficou abaixo disso. A redução costuma acontecer em períodos como férias, o que acende um alerta para a necessidade de novos doadores.
O DF possui uma rede estruturada, com bancos de leite e pontos de coleta que dão suporte completo às mães — desde orientações até o processamento seguro do leite antes de chegar aos bebês, principalmente os prematuros e de baixo peso, que mais precisam desse alimento.
Além de nutrir, o leite materno é fundamental para fortalecer a imunidade e contribuir para o desenvolvimento saudável na primeira infância. Por isso, é considerado essencial nos primeiros meses de vida.
Mulheres que estão amamentando e têm produção excedente podem contribuir com a rede. O cadastro pode ser feito pelo programa Amamenta Brasília, que oferece todo o suporte necessário para a doação segura.
Histórias como a de Graciele mostram o impacto desse gesto. Para ela, cada doação representa mais do que alimento: é uma chance real de recuperação para a filha.





