Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF
A maternidade do Hospital Regional do Gama (HRG) passou por um conjunto de melhorias estruturais e tecnológicas que já refletem na qualidade da assistência prestada a mães e recém-nascidos. A unidade, que atende tanto moradores do Distrito Federal quanto do Entorno, está sendo equipada com novos mobiliários e aparelhos médicos, ampliando o conforto e a eficiência do atendimento.
Os 45 leitos da maternidade estão sendo renovados com a substituição de camas, berços, poltronas e mesas hospitalares. A modernização faz parte de um esforço para tornar o ambiente mais adequado às necessidades das pacientes e, ao mesmo tempo, otimizar o trabalho das equipes de saúde. A expectativa é de que os novos equipamentos contribuam para um cuidado mais ágil e para a redução do tempo de internação.
Um dos principais avanços ocorreu na área neonatal. O HRG passou a contar com oito novos aparelhos de fototerapia, utilizados no tratamento da icterícia neonatal — condição comum nos primeiros dias de vida do bebê, causada pelo acúmulo de bilirrubina no organismo. A ampliação do parque tecnológico permite maior rapidez no tratamento e amplia a capacidade de atendimento da maternidade.
A unidade também incorporou um bilicheck, equipamento que mede os níveis de bilirrubina de forma não invasiva. O exame é realizado por meio do contato do aparelho com a pele do recém-nascido, dispensando a coleta de sangue e evitando dor ou desconforto, além de fornecer resultados imediatos.
Referência regional em nascimentos
Os dados de atendimento reforçam a importância do Hospital Regional do Gama na rede pública de saúde. Em 2025, mais de 3,5 mil bebês nasceram na unidade, segundo informações preliminares do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc). Desse total, cerca de 80% das mães têm residência registrada em municípios de Goiás, o que evidencia a forte demanda do Entorno do Distrito Federal.
O HRG ocupa a terceira posição entre os hospitais do DF com maior número de partos, atrás apenas das unidades de Santa Maria e Ceilândia. As melhorias na maternidade fortalecem o papel do hospital como referência em atenção materno-infantil e ampliam a capacidade de resposta do sistema público diante da crescente demanda regional.




