Contenção de despesas e aumento da arrecadação melhoram cenário fiscal; governo aponta rating provisório de Capag A
O Governo do Distrito Federal projeta encerrar 2026 com superávit de pelo menos R$ 3 bilhões, após iniciar o ano com uma previsão de déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões.
Em julho, a relação entre despesas e receitas correntes caiu para 93,95%, ficando abaixo do limite de 95% previsto na Constituição Federal. Nos últimos 12 meses, o DF contabilizou R$ 44,79 bilhões em receitas correntes e R$ 42,08 bilhões em despesas, uma diferença positiva de R$ 2,71 bilhões.
Segundo o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, a mudança de cenário ocorreu após medidas de contenção de gastos, revisão de despesas e aumento da arrecadação.
A melhora também repercute na capacidade de pagamento do DF. De acordo com o governo, o Distrito Federal já alcançou rating provisório correspondente à Capag A, depois de começar o ano com classificação C.
O resultado fiscal ganha importância ainda diante das negociações relacionadas à operação de crédito de R$ 6,6 bilhões, destinada ao fortalecimento patrimonial do BRB. Para o governo, a evolução dos indicadores demonstra maior capacidade do DF de cumprir seus compromissos financeiros.




