Desfile “Tecidas de Histórias” emociona e celebra a reconstrução de mulheres no DF

Um desfile marcado por emoção, superação e recomeços tomou conta da Galeria Espelho d’Água da Câmara Legislativa do Distrito Federal, na noite da última sexta-feira (6). Intitulado “Tecidas de Histórias”, o evento deu protagonismo a mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade, que encontraram na passarela um símbolo de reconstrução de suas vidas.

Mais do que um evento de moda, o desfile reuniu modelos amadoras — protagonistas da iniciativa — e profissionais das passarelas em um momento de visibilidade, autoestima e valorização. Mulheres de diferentes idades mostraram, com coragem, trajetórias marcadas pela superação.

A deputada distrital Doutora Jane (Republicanos), apoiadora da iniciativa, destacou o significado do momento. “Elas foram resgatadas, sobreviveram”, afirmou. A parlamentar é autora da Lei nº 7.266/2023, que instituiu os Comitês de Proteção à Mulher no Distrito Federal — espaços voltados ao acolhimento, orientação e escuta qualificada para mulheres em situação de violência.

“Foi a primeira lei de minha autoria”, lembrou a deputada, ao ressaltar a importância da política pública que hoje se consolida no DF. Para ela, o desfile vai além da estética. “É importante e simbólico”, declarou, enfatizando o impacto direto das ações desenvolvidas pelos comitês, que atuam inclusive na busca ativa de vítimas, promovendo dignidade, visibilidade e reconstrução da autoestima.

O evento integra a programação do Março Mais Mulher, promovido pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal, responsável pela gestão dos Comitês de Proteção. A iniciativa foi pensada para celebrar a superação, fortalecer a autonomia feminina e evidenciar resultados concretos das políticas públicas voltadas às mulheres.

Durante o desfile, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, e a subsecretária de Proteção à Mulher, Luana Maia, destacaram os avanços do programa e o impacto direto na vida das participantes. Para elas, o projeto ganha forma não apenas nas ações institucionais, mas principalmente nas histórias transformadas — agora visíveis na passarela e na sociedade.

Mais do que um desfile, “Tecidas de Histórias” se firmou como um manifesto de resistência, recomeço e esperança para mulheres que decidiram ressignificar suas trajetórias.

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