A Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, acusadas de planejar atentado com uso de explosivos, como bombas caseiras e coquetéis molotov. A ação do grupo estava prevista para esta segunda-feira (2) na Avenida Paulista, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Segundo a polícia, os envolvidos repassavam informações e instruções a outros membros do grupo e tinham uma estrutura de comando. Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados.
Notícias relacionadas:
- Polícia Federal prende em SP suspeito de planejar atentado terrorista.
- Cronologia da tentativa de golpe: atentados, bloqueios e acampamentos.
- Defesa Civil alerta para risco de chuvas fortes em São Paulo.
“Conseguimos impedir um possível ataque que aconteceria nesta segunda. A ‘manifestação’ era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma, e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir”, disse o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, em entrevista coletiva nesta tarde.
A ação se deu em colaboração com secretarias de segurança de outros estados, incluindo o Rio de Janeiro. Em São Paulo, as prisões foram na capital, Osasco, São Caetano e Botucatu.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da polícia investigou e monitorou o grupo em redes sociais, com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber). Um dos detidos foi encontrado com simulacros de armas de fogo.
De acordo com a SSP, as investigações apontaram que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes, para discussão de ações violentas em diferentes regiões do país, concentrada nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Apenas na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes.
Guilherme Jeronymo – repórter da Agência Brasil



