As mulheres formam a maioria do eleitorado brasileiro e, historicamente, têm sido decisivas nos rumos das eleições. Ainda assim, esse peso numérico não se traduz, na mesma proporção, em presença nos espaços de poder. O desafio que se coloca para 2026 vai além do voto: passa pela ocupação efetiva das mulheres na linha de frente da política, das candidaturas às decisões estratégicas.
Durante décadas, a participação feminina foi tratada como apoio, nunca como liderança. O resultado é um sistema político que ainda reflete pouco a diversidade da sociedade que representa. Fortalecer a presença das mulheres nas eleições não é apenas uma pauta de equidade, mas uma condição necessária para o amadurecimento democrático do país.
Quando mulheres participam ativamente do processo político, temas estruturais ganham centralidade, o debate se amplia e as decisões tendem a considerar realidades historicamente ignoradas. Democracia não se sustenta apenas com números nas urnas, mas com representatividade real nos espaços de poder.




