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Instalação da “CPI do Iges” do DF

Na sessão ordinária da Câmara Legislativa (CLDF) desta terça-feira (24), os deputados de oposição defenderam a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Embora com nove assinaturas, mais do que o mínimo de oito exigido para a abertura, ela é a décima na lista de CPIs protocoladas desde 2020.

Rafael Prudente afirmou que a abertura da CPI depende da vontade dos parlamentares, e que ele precisa seguir o Regimento da CLDF e a legislação. “Quero saber qual é a fórmula que os senhores vão me dar aqui para colocar a décima CPI assinada em primeiro lugar. Só há uma forma: que conste 13 assinaturas. Pelo que vi, não tem”, argumentou.

Robério Negreiros (PSD) também defendeu uma CPI ampla, que inclua os governos de Agnelo Queiroz, Rodrigo Rollemberg e Ibaneis Rocha. “Se for para investigar vamos investigar todos, para não parecer palanque eleitoral”, afirmou. Para ele a CPI não vai resolver o problema da Saúde no DF e que a investigação já está sendo feita pela CPI do Senado. Reginaldo Veras (PDT) rebateu o argumento da “politização”: “Tudo é política e se não for, que abandonem o mandato”. Ao defender a CPI, ele afirmou que o “Iges significa Instituto dos Gatunos Especializados em Surrupiar”.

Diante do impasse, Júlia Lucy defendeu o prosseguimento das CPIs protocoladas até chegar instalar a do Iges. A sugestão foi defendida por Fábio Félix (Psol): “Temos hoje o total de zero CPIs acontecendo nessa casa, e nós podemos ter duas simultâneas. Se não indicaram membros, que se extingue e passe para a próxima”. Ao criticar a proposta de uma CPI ampla, ele argumentou que “quem quer investigar tudo não quer investigar nada”. Arlete Sampaio também defendeu o encerramento das CPIs que não foram instaladas. Já Leandro Grass sugeriu a consulta ao colégio de líderes, que podem deliberar quanto à prioridade da CPI.

Prudente afirmou que dará prosseguimento para a instalação das CPIs, de acordo com a ordem, já na próxima semana. “Respeito todos os deputados e tenho feito de tudo para dar voz a todas as posições, inclusive das minorias”, reforçou o presidente.

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