A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) avaliou como resultado da mobilização da categoria o reajuste do piso salarial do magistério para 2026, oficializado por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O aumento de 5,4% eleva o valor para R$ 5.130,63, garantindo ganho real de 1,5% acima da inflação medida pelo INPC.
A entidade reconhece o avanço, mas aponta que a remuneração dos professores brasileiros segue entre as mais baixas em comparação internacional, indicando um problema estrutural. Segundo a CNTE, o critério de reajuste foi discutido no Fórum Permanente do Piso e contou com concordância de representantes de estados e municípios.
Prefeitos, por outro lado, reagiram negativamente ao aumento. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima impacto de até R$ 8 bilhões nas contas municipais e defende que ganhos reais sejam negociados localmente, conforme a capacidade fiscal. A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) também manifestou preocupação com o efeito do reajuste sobre o equilíbrio orçamentário e cobrou maior participação financeira da União.
A medida provisória tem efeito imediato, mas ainda dependerá de aprovação do Congresso Nacional.




