O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (30), no Rio de Janeiro, que as políticas culturais sejam tratadas como políticas de Estado, garantindo continuidade independentemente das mudanças de governo. A declaração foi feita durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, serviço público e gratuito voltado à difusão de produções audiovisuais brasileiras.
Durante o evento, Lula ressaltou a importância da cultura para a formação da sociedade e afirmou que o acesso à produção cultural contribui para ampliar horizontes, estimular o conhecimento e fortalecer a cidadania.
O presidente também destacou o avanço de iniciativas culturais em todo o país, citando a ampliação dos Pontos de Cultura, projetos apoiados pelo Ministério da Cultura e desenvolvidos por organizações da sociedade civil e instituições públicas. Segundo ele, o Brasil alcançou a marca de 16 mil iniciativas voltadas à promoção cultural em diferentes regiões.
Além da pauta cultural, Lula voltou a criticar processos de privatização realizados nos últimos anos, mencionando a venda da BR Distribuidora e da Liquigás. Na avaliação do presidente, a saída dessas empresas do controle estatal reduziu a capacidade de atuação do governo em setores estratégicos relacionados à distribuição de combustíveis e gás de cozinha.
Lula também abordou ações de cooperação internacional nas áreas de educação e desenvolvimento. O presidente destacou parcerias entre universidades federais brasileiras e países africanos, além de iniciativas voltadas à integração acadêmica com nações da América Latina.
Durante o discurso, ele anunciou que deverá participar, em junho, da inauguração das novas estruturas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR), reforçando a importância da instituição para a cooperação regional.
Ao encerrar sua participação, Lula defendeu investimentos em educação, cultura e intercâmbio de conhecimento como instrumentos para promover transformações sociais e fortalecer o desenvolvimento do país.





