Caiado diz que morar na Bahia é “cinco vezes mais perigoso” do que na Ucrânia

Presidenciável usou segurança pública para defender endurecimento no combate ao crime durante encontro em Brasília

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) colocou a segurança pública no centro de seu discurso nesta terça-feira (18), durante encontro com presidenciáveis realizado em Brasília. Em uma das declarações de maior impacto da sabatina, afirmou que seria “cinco vezes mais perigoso” morar atualmente na Bahia do que na Ucrânia, país em guerra desde a invasão russa em 2022.

A declaração foi feita durante o evento O Brasil em Debate com os Presidenciáveis, diante de representantes do setor produtivo. Caiado dirigiu a comparação ao encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Oleg Vlasenko, que acompanhava o encontro.

Ao abordar a violência, o candidato afirmou ainda que 110 mil brasileiros teriam sido mortos na Bahia em um período de 15 anos, sendo 66 mil jovens, números que atribuiu a dados oficiais. A comparação feita pelo presidenciável, no entanto, reúne realidades e indicadores distintos e deve ser tratada como uma afirmação política do candidato, e não como equivalência estatística direta.

Dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que a Bahia registrou 5.473 mortes violentas intencionais em 2025, com taxa de 36,8 por 100 mil habitantes.

Caiado usou o tema para defender uma atuação mais dura contra organizações criminosas. Para ele, o avanço do crime organizado ameaça o Estado democrático de Direito e exige que o poder público retome áreas e atividades hoje sob influência dessas organizações.

O presidenciável também direcionou críticas à política econômica do governo Lula, principalmente ao custo do crédito e ao patamar dos juros, argumentando que a situação compromete a capacidade de sobrevivência e crescimento das empresas brasileiras.

Com a campanha presidencial ganhando as ruas, segurança pública e economia começam a aparecer como dois dos principais campos de disputa de narrativas entre os candidatos ao Planalto.

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