Caiado sobe o tom contra Flávio Bolsonaro e mira eleitorado do agronegócio

Candidato do PSD reforça trajetória ligada ao campo, questiona experiência do adversário e busca ampliar espaço na disputa presidencial de 2026

A disputa pelo eleitorado de direita começa a ganhar novos contornos na corrida ao Palácio do Planalto. Ronaldo Caiado (PSD) elevou o tom contra Flávio Bolsonaro (PL) e colocou o agronegócio no centro da disputa entre os dois candidatos.

Em entrevista ao canal MyNews, o ex-governador de Goiás reforçou sua trajetória ligada ao setor rural e questionou a capacidade de Flávio para representar os interesses do segmento.

“Flávio não entende do assunto”, afirmou Caiado ao defender sua experiência e atuação histórica junto ao agronegócio.

O candidato do PSD tenta se apresentar como uma alternativa para uma parcela do eleitorado conservador que atualmente demonstra maior proximidade com o nome de Flávio Bolsonaro.

Disputa pelo agro

Caiado argumentou que sua relação com o setor foi construída durante décadas de vida pública e destacou a importância do agronegócio para o desenvolvimento econômico do país.

Ao falar sobre regiões de forte produção agrícola, citou Goiás, Mato Grosso e a área conhecida como Matopiba para defender que a expansão da atividade rural pode contribuir para o aumento da renda e a melhoria de indicadores sociais.

O ex-governador também direcionou críticas à política econômica e afirmou que as taxas de juros elevadas representam uma dificuldade para quem produz no país.

Apesar de sua trajetória ligada ao campo, Caiado reconheceu que Flávio Bolsonaro atualmente possui vantagem política junto a uma parcela desse eleitorado. Na avaliação do candidato do PSD, isso está relacionado à estrutura construída pelo PL nos últimos anos.

Caiado busca espaço na direita

A ofensiva contra Flávio também revela uma disputa mais ampla pelo protagonismo no campo da direita nas eleições presidenciais.

Caiado vem reforçando diferenças entre sua trajetória e a do candidato do PL e colocando sua experiência administrativa como um dos principais argumentos de campanha.

Ao mesmo tempo, mantém posições capazes de dialogar com o eleitorado conservador, entre elas a defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Com a proximidade do início oficial da campanha eleitoral, a disputa pelo eleitorado do agronegócio tende a ocupar espaço importante na estratégia dos candidatos que buscam chegar competitivos ao primeiro turno.

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