MDB confirma aliança com Celina, e “tsunami amarelo” de Marcela Passamani marca convenção

O primeiro sábado de agosto foi marcado por convenções partidárias no Distrito Federal. Mas uma delas concentrava atenção especial: a do MDB.

Depois de sete anos e três meses à frente do Governo do Distrito Federal com Ibaneis Rocha, havia expectativa sobre o caminho que o partido escolheria para 2026. A resposta veio neste sábado (1º): o MDB confirmou que seguirá ao lado da governadora Celina Leão (PP), consolidando a aliança que também tem Gustavo Rocha, do Republicanos, como candidato a vice-governador.

A convenção reuniu lideranças, parlamentares e uma nominata que promete tornar a disputa por uma cadeira na Câmara Legislativa uma das mais competitivas desta eleição. Wellington Luiz, Jaqueline Silva, Hermeto e Iolando estavam entre os nomes de peso do partido, além do deputado federal Rafael Prudente, personagem importante das articulações das últimas semanas.

Mas, entre tantos nomes conhecidos, um movimento chamou atenção: o “tsunami amarelo” de Marcela Passamani.

Ex-secretária de Justiça e Cidadania e presidente do MDB Mulher-DF, Marcela chegou à convenção cercada por apoiadores, bandeiras e uma mobilização que tomou conta do ambiente. Não foi apenas uma movimentação de convenção. Foi o reflexo de um trabalho que vem sendo construído há bastante tempo.

Marcela tem percorrido as regiões administrativas do Distrito Federal, conversado com diferentes segmentos e mantido uma agenda de proximidade com a população. Leva para essa caminhada também a experiência de quem esteve à frente da Sejus e conhece por dentro a gestão pública.

Em uma nominata com parlamentares experientes e estruturas eleitorais consolidadas, construir identidade própria será fundamental. E Marcela parece ter escolhido seu caminho: presença, mobilização e rua.

O amarelo que tomou conta da convenção, portanto, não surgiu neste sábado. O evento apenas tornou mais visível um movimento que já vinha sendo construído fora dos holofotes.

O MDB saiu da convenção com sua decisão política tomada: estará com Celina Leão.

E Marcela Passamani saiu deixando outra mensagem: dentro de uma nominata difícil, o “tsunami amarelo” já está nas ruas — e quer chegar forte às urnas.

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