Em convenção realizada em São Paulo, senador fez críticas ao governo Lula e ao STF, apresentou propostas de campanha e recebeu manifestações de apoio de familiares e lideranças internacionais.
O Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado (25), em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Pela primeira vez na disputa pelo Palácio do Planalto, o parlamentar afirmou que pretende dar continuidade ao projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro e fez um discurso marcado por críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante cerca de 15 minutos, Flávio classificou Jair Bolsonaro como “o maior líder da direita que esse país já teve” e afirmou que sua candidatura representa a continuidade desse legado. Em um dos momentos mais emocionados da convenção, declarou que espera receber do pai a faixa presidencial em janeiro de 2027.
“Pai, eu vou te honrar. E você vai colocar essa faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem”, afirmou.
Ao longo do discurso, o senador voltou a criticar decisões do STF, especialmente do ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de perseguir adversários políticos e restringir a liberdade de expressão. Também afirmou que uma eventual reeleição do presidente Lula ampliaria a influência do governo sobre a Suprema Corte.
Flávio declarou ainda que o Brasil foi “sequestrado” e prometeu “libertar o país desse cativeiro”, afirmando que a eleição de 2026 representará uma escolha entre liberdade e concentração de poder.
Propostas para a campanha
Na reta final do pronunciamento, o candidato apresentou algumas das principais bandeiras de sua campanha:
- Redução da carga tributária;
- Fortalecimento de uma maioria de centro-direita no Congresso Nacional;
- Endurecimento da legislação penal;
- Responsabilização de adolescentes envolvidos em crimes graves;
- Aumento das penas para agressores de mulheres;
- Castração química para condenados por estupro de crianças.
Convenção reuniu aliados e familiares
O evento contou com a presença de parlamentares, lideranças conservadoras e integrantes da família Bolsonaro. Um dos momentos de maior repercussão foi a exibição de um vídeo produzido com inteligência artificial simulando um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar.
Na gravação, o ex-presidente afirmou estar “preso e calado por uma decisão arbitrária” e pediu que seus apoiadores recebessem Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência da República.
A convenção também exibiu mensagens de apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do presidente da Argentina, Javier Milei, e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que desejou sucesso ao senador na disputa eleitoral.
Apoio da família
Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e primeira suplente ao Senado na chapa de Márcio Canella (União Brasil), participou da convenção e foi apresentada ao público durante a abertura do evento.
Os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro enviaram mensagens em vídeo. Dos Estados Unidos, Eduardo pediu união em torno da candidatura e afirmou que o grupo político deve permanecer unido para as eleições de 2026. Carlos destacou a trajetória do irmão e afirmou confiar em sua capacidade de dar continuidade ao legado político da família. Flávio se emocionou ao assistir às homenagens.
Trajetória política
Esta é a primeira candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Ele foi eleito senador pelo Rio de Janeiro em 2018, após quatro mandatos como deputado estadual. Em 2016, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro, encerrando a eleição na quarta colocação.
Com a oficialização da candidatura, o PL inicia oficialmente sua estratégia para a disputa presidencial de 2026, tendo Flávio Bolsonaro como representante do grupo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.




