Casos de picadas de escorpião aumentam no Distrito Federal e acendem alerta para prevenção

O número de acidentes provocados por escorpiões voltou a crescer no Distrito Federal em 2026. Dados da Secretaria de Saúde apontam que, entre janeiro e junho, foram registradas 2.239 notificações, um aumento em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 2.072 ocorrências. Além da alta nos registros, os casos classificados como graves também aumentaram, passando para 36 notificações, número três vezes maior que o registrado anteriormente.

Embora os adultos jovens sejam as principais vítimas desse tipo de acidente, especialistas alertam que as crianças representam o grupo mais vulnerável. Nos últimos anos, os óbitos relacionados ao escorpionismo no DF ocorreram, em sua maioria, entre crianças de um a onze anos. A morte mais recente foi a de uma menina de 11 anos, reforçando a necessidade de atenção e atendimento rápido em casos de picada.

Entre as regiões administrativas com maior incidência estão Planaltina, São Sebastião, Estrutural e Sobradinho. A Secretaria de Saúde orienta que a população comunique a presença de escorpiões à Vigilância Ambiental, por meio do telefone 162 ou da plataforma Participa DF, para que sejam adotadas as medidas de controle.

Especialistas explicam que o escorpião-amarelo, espécie de maior importância médica no Brasil, adaptou-se ao ambiente urbano e costuma se esconder em locais escuros e úmidos, como ralos, redes de esgoto, pilhas de entulho e materiais acumulados. A presença de baratas, uma de suas principais fontes de alimento, também favorece a proliferação do animal.

Para reduzir os riscos, a orientação é manter quintais e terrenos limpos, evitar o acúmulo de lixo e entulho, vedar ralos, inspecionar roupas e calçados antes de utilizá-los e manter camas e berços afastados das paredes, especialmente em residências com crianças.

Em caso de picada, a recomendação é lavar o local com água e sabão, manter o membro afetado em repouso e procurar atendimento médico imediatamente. Especialistas alertam para que não sejam utilizados torniquetes, cortes ou receitas caseiras, pois essas práticas podem agravar o quadro.

O tratamento com soro antiescorpiônico está disponível em hospitais de referência da rede pública do Distrito Federal. Em situações de emergência, a população pode acionar o Samu (192), o Corpo de Bombeiros (193) ou buscar orientação junto ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox).

O aumento dos casos reforça a importância da prevenção e da conscientização, especialmente durante o período de estiagem, quando a presença desses animais em áreas urbanas tende a se tornar mais frequente.

Últimas