O PSD definiu para o dia 26 de julho a convenção nacional que oficializará a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República. O evento será realizado na sede nacional do partido, em São Paulo.
A menos de um mês da convenção, a legenda ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice na chapa presidencial. A definição foi adiada para o próprio dia do evento, estratégia que dirigentes do partido têm tratado como uma espécie de “chá revelação” político.
Além do suspense em torno da composição da chapa, o PSD também evita antecipar o anúncio durante o período da Copa do Mundo, avaliando que o noticiário esportivo reduz a atenção do eleitorado às movimentações da pré-campanha.
Nos bastidores, parte da legenda resiste à possibilidade de o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, assumir a candidatura a vice-presidente. Apesar das resistências internas, aliados avaliam que a composição poderia ampliar a capilaridade política da campanha e fortalecer a estrutura partidária em diferentes regiões do país.
Entre os nomes especulados para a vaga também aparecem o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e a empresária e apresentadora Silvia Abravanel, filiada ao PSD. No entanto, interlocutores da legenda consideram ambas as possibilidades pouco prováveis neste momento.
O calendário eleitoral prevê ainda outras convenções importantes nas próximas semanas. O senador Flávio Bolsonaro deve lançar oficialmente sua candidatura à Presidência em evento marcado para 25 de julho, também em São Paulo. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem convenção prevista para 1º de agosto.
Com a aproximação das convenções partidárias, o cenário da disputa presidencial começa a ganhar contornos mais definidos, enquanto as principais forças políticas avançam na montagem de suas chapas e alianças para a eleição de 2026.




