MDB escolhe o caminho da estabilidade e reforça aliança com Celina e Ibaneis

A política é feita de sinais. Alguns discretos, outros carregados de simbolismo. A reunião realizada no Palácio do Buriti entre a governadora Celina Leão (PP) e os cinco deputados distritais do MDB foi um desses movimentos que dizem mais do que aparentam.

Ao formalizar o apoio à reeleição de Celina e reafirmar a pré-candidatura de Ibaneis Rocha ao Senado, o MDB não apenas declarou preferência eleitoral. A legenda deixou claro que pretende permanecer no centro das decisões políticas do Distrito Federal e seguir como uma das principais engrenagens do grupo que governa a capital.

O gesto tem peso porque acontece em um momento em que os partidos começam a organizar suas estratégias para 2026. Enquanto algumas siglas ainda buscam definir posicionamentos, os emedebistas optaram por transmitir uma imagem de unidade e previsibilidade, ativos valiosos em qualquer construção eleitoral.

A ausência do deputado federal Rafael Prudente, entretanto, foi um detalhe impossível de passar despercebido. Nome de expressão dentro do MDB, Prudente tem aparecido em articulações que dialogam com outros grupos políticos do Distrito Federal, especialmente setores ligados ao ex-governador José Roberto Arruda. O fato alimenta especulações sobre o papel que desempenhará no processo sucessório, embora ainda seja cedo para qualquer conclusão definitiva.

Por enquanto, o MDB parece ter feito sua escolha. A legenda aposta na continuidade da aliança construída nos últimos anos e no fortalecimento de um projeto político que busca chegar competitivo à disputa de 2026.

No xadrez eleitoral do Distrito Federal, as peças começam a ocupar suas posições. E, pelo menos neste momento, o MDB demonstra que pretende jogar ao lado de Celina Leão e Ibaneis Rocha. O restante do tabuleiro ainda está em movimento.

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