A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, respondeu às declarações do ex-governador Ibaneis Rocha e afirmou que assumiu o governo em meio a desafios financeiros e administrativos, incluindo problemas relacionados ao Banco de Brasília (BRB) e às contas públicas do DF.
A manifestação ocorreu após Ibaneis sinalizar um afastamento político dentro do grupo que governou o Distrito Federal nos últimos anos. Em resposta, Celina destacou que precisou tomar medidas consideradas difíceis desde que assumiu o comando do Palácio do Buriti.
“É público que herdamos uma grave crise no BRB e também um rombo bilionário nas contas públicas. Tenho trabalhado diariamente para enfrentar esses problemas e tomar decisões responsáveis”, afirmou a governadora.
Celina também comentou sobre a relação política com o ex-governador e reforçou sua posição à frente do Executivo local. “Não sou mais vice-governadora, sou governadora. E governar exige compromisso com os fatos”, declarou.
A crise mencionada pela chefe do Executivo envolve operações financeiras realizadas pelo Banco de Brasília nos últimos anos, incluindo negociações com o Banco Master. O tema ganhou repercussão após investigações e discussões sobre a situação financeira da instituição.
Além disso, Celina Leão associou o momento político às dificuldades fiscais enfrentadas pelo GDF. Recentemente, o governo promoveu mudanças na equipe econômica, incluindo alterações no comando da Secretaria de Economia.
O novo secretário da pasta, Valdivino de Oliveira, afirmou que o Distrito Federal enfrenta um déficit orçamentário bilionário e defendeu medidas de controle fiscal e reorganização financeira.
Por outro lado, Ibaneis Rocha declarou que os problemas fiscais são resultado de decisões acumuladas ao longo da gestão e afirmou que medidas de ajuste já haviam sido iniciadas antes de sua saída do governo. Segundo ele, caso as ações de contenção de despesas sejam mantidas, o DF poderá encerrar o ano com equilíbrio nas contas públicas.
As declarações evidenciam um momento de reacomodação política no Distrito Federal e devem influenciar diretamente as articulações para as próximas eleições.





