O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que há influência do bolsonarismo nas recentes ameaças de paralisação de caminhoneiros registradas no país. Integrantes do movimento, no entanto, negam qualquer motivação política.
A principal justificativa apresentada pela categoria é o aumento expressivo no preço do diesel, que subiu cerca de 18,86% desde o fim de fevereiro. A alta está diretamente ligada às tensões internacionais envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que impactaram o mercado global de petróleo e elevaram o valor do barril do tipo Brent.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto demonstra preocupação com o momento. A avaliação de aliados do governo é que uma greve nacional poderia pressionar ainda mais a inflação, com reflexos diretos no custo de vida da população — especialmente em um ano pré-eleitoral.
A possível paralisação reacende o alerta para um setor historicamente sensível e com forte capacidade de mobilização. Episódios anteriores mostraram que movimentos de caminhoneiros têm impacto imediato na economia e no abastecimento, ampliando também o peso político dessas manifestações.
O tema, agora, passa a ser acompanhado de perto pelo governo, que busca evitar um cenário de crise em meio a um ambiente já tensionado no cenário nacional.




