Foto: Samuel Marques – SMDF
Dentro da programação do Março Mais Mulher, que reúne mais de 170 ações voltadas ao fortalecimento dos direitos femininos no Distrito Federal, a Secretaria da Mulher (SMDF) participou, nesta segunda-feira (9), de um simpósio promovido pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do DF (Coddede). O encontro teve como objetivo ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e políticas públicas voltadas às mulheres com deficiência.
O Coddede reúne representantes do poder público e da sociedade civil, promovendo o diálogo e a construção conjunta de ações voltadas às pessoas com deficiência no DF. Durante o simpósio, a Secretaria da Mulher destacou a importância da articulação entre diferentes áreas do governo para fortalecer políticas públicas voltadas a esse público. Dados apresentados no encontro indicam que 65,1% das pessoas com deficiência no Distrito Federal são mulheres, o que reforça a necessidade de iniciativas específicas.
A vice-governadora Celina Leão ressaltou que o cuidado com as mulheres é prioridade na gestão. Segundo ela, o governo tem buscado ampliar políticas públicas que promovam acolhimento, respeito e oportunidades, garantindo que todas tenham acesso a serviços que incentivem autonomia, dignidade e inclusão.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, apresentou programas e equipamentos da pasta e destacou que os serviços da secretaria estão preparados para atender mulheres com ou sem deficiência. “Trabalhamos para garantir acessibilidade, acolhimento humanizado e atendimento qualificado”, afirmou.
Entre os desafios discutidos no encontro estão a dificuldade de inserção no mercado de trabalho e a maior vulnerabilidade à violência doméstica enfrentada por mulheres com deficiência. Dados nacionais apontam que 65,4% dos casos de violência contra esse público são cometidos por cuidadores ou familiares, o que reforça a importância de ampliar a rede de proteção.
O presidente do Coddede, Flávio Pereira dos Santos, destacou que a articulação entre governo e sociedade civil é essencial para fortalecer políticas de inclusão e ampliar o acesso a serviços públicos.
A programação também contou com a participação de mulheres com deficiência, que compartilharam experiências e defenderam maior representatividade e acesso às políticas públicas.




